terça-feira, 12 de julho de 2016

Pesquisadores afirmam que Zika pode reduzir crescimento da população brasileira

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), um dos principais centros de demografia do Brasil, afirmaram que há a possibilidade de redução do crescimento da população brasileira devido ao surto do vírus Zika. Desde que estudos comprovaram pela
primeira vez a associação entre o Zika e a microcefalia, o que levou casais a adiarem planos de gravidez, os pesquisadores passaram a discutir o possível impacto. "Ainda não temos dados suficientes disponíveis para determinar se haverá uma redução substancial no número de nascimentos, mas calculo que o impacto poderia ser entre 10% a 15%", disse a demógrafa Laura Rodríguez Wong, professora do Cedeplar, à BBC Brasil. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, foram confirmados 1.638 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso "sugestivos de infecção congênita" em todo o país até 25 de junho. Outros 3.061 casos suspeitos permanecem em investigação. Dados do IBGE registram cerca de 2,9 milhões de nascimentos em 2014. Com base na estimativa de Wong, a doença poderia reduzir entre 300 mil a 435 mil crianças nascidas no Brasil. Esse cenário aumentaria a tendência de encolhimento da população brasileira. Por sua vez, o demógrafo José Eustáquio Diniz, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) do IBGE, não acredita em um impacto demográfico do Zika, porque muitas das gestações no Brasil não são planejadas. "Muitas adolescentes e mulheres que desejam adiar a gravidez neste momento não contam com o apoio das políticas públicas e nem o SUS é capaz de cumprir seu papel constitucional", avaliou. "São as mulheres mais pobres que sofrem, pois, em geral, não possuem dinheiro para adquirir os meios para evitar a gravidez e nem para arcar com as dificuldades decorrentes de uma gestação indesejada e o risco de microcefalia dos fetos".Blog Velho Chico,Bahia Noticias

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